segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Quando me demiti do cargo de designer de uma empresa, porque queria estudar pra ser pesquisadora e professora na área de design: uma das decisões mais certeiras que tomei até hoje.
Engraçado é olhar esse texto, que escrevi na ocasião: já era certo.

Relacionamentos.
Começam, terminam. Alguns dizem que já nascem com prazo de validade. Ainda que indeterminado, ainda que não-perecíveis.
Início de namoro? É assim né, tudo são flores!
Aí vem o meio... cheio de espinhos.
E depois vem o fim: fim! Não dá mais, não tem mais nada a ver.
mas já ouviu aquele ditado? Todo mundo merece uma segunda chance, e que atire a primeira pedra quem nunca precisou (ou fez uso) dela.
Dessa vez sem atropelar as coisas, sem sufoco, cada um com seu espaço.
O (re)início? Ah! Também são flores!
E o (re)meio? É... também são espinhos.
Tem (re)fim? Ih, esse já era esperado... e dessa vez,m pra valer. As prioridades são outras, as pessoas já não são mais as mesmas... enfim, era só uma questão de tempo!
E é só isso, não tem mais jeito, acabou. Boa sorte!
Sorte? Vou precisar... me demiti! Alguém me dá um emprego? Dizem que esse mercado da moda é muito promissor...
(23/03/2010)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ritmo de festa.

O brasil hoje, infelizmente, é a típica socialite falida...: mal tem o que comer na geladeira, mas faz questão de dar uma festona chique com muito champanhe e foie gras pros amigos gringos bacanas. Amigos esses que comem, bebem e se divertem a noite toda! E a brasileirada lá, puxando o saco deles, perguntando se está tudo ok, se a música está muito alta ou o ar condicionado muito frio. Só que em hipótese alguma os amigos gringos bacanas são convidados a entrar na cozinha. Acho que são até proibidos... imagina só se eles entram e abrem a geladeira?
Enquanto isso, na mesma festa, grande parte da brasileirada fica lá na cozinha, nos preparativos para que nada saia errado, e pegando as migalhas que sobram do festão; porque no fundo eles sabem que aquilo ali, aquela abundância, não é o dia-a-dia deles. O dia-a-dia é a geladeira vazia. Eles reclamam - afinal não são burros - mas e daí? Ninguém dá ouvido pra reclamação deles não. Mesmo porquê, na primeira chance, na primeira festa de arromba pra gringo nenhum botar defeito, lá estão eles, empenhados pra que de fato nenhum gringo bote defeito. E o que acontece?
A bacanada toda adora a festa, se diverte até o sol nascer, mas não é burra. Espia pela fechadura, e sabe que na cozinha tem uma geladeira vazia. E aí faz o que? Faz piada. E aí? Aí a brasileirada se ofende.
Se Robin Willians tivesse dito alguma mentira, ninguém teria ligado. Afinal, quando dizem alguma mentira, não necessita um processo pra forjar uma verdade: temos fatos que contradizem uma e nos mostram a outra.
Infelizmente, o que ele disse é a pura verdade (ainda que não literal, e ainda que tenha dito de forma grosseira e infame). E haja processo pra tentar convencer (e enganar) a bacanada - e a brasileirada - de que aqui é um país sério.
Com tanta coisa mais importante pra resolver, esse escandalozinho cai bem para os políticos e autoridades: mais uma vez, eles tiram o deles da reta e posam de heróis nacionalistas.
Chega né? É hora de fazer a nossa festa. Acender as luzes, limpar o salão, e fazer uma festa de verdade, onde os convidados sejam o nosso povo, do nosso país. Uma festa pra brasileiro nenhum botar defeito, onde a geladeira possa ser aberta sem problemas, pois estará sempre cheia.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Na cozinha.

Com a faca e o queijo na mão.
E se a faca não estiver bem afiada? Ou o queijo não tiver o sabor esperado...
"Não tem problema, não precisa comer o queijo de uma vez só", dizem.
Mas a faca deve estar afiada o suficiente, para ao menos começar a cortar.
O queijo parece grande, complexo, daqueles queijos mais refinados, brie, camembert. Nada daquele prato ou mussarela, diariamente fatiados na padaria.
A faca não é nenhuma prataria, creio eu, mas também está longe de ser uma daquelas facas cegas, sem corte.
Corta um pedacinho, se gostar, gostou. Se não, cospe e guarda o queijo.
E se nem cortar? Se nem cortar... amola a faca por mais um tempo, e tenta de novo!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

E basta ouvir os problemas dos outros - esses sim, problemas de verdade - para ver o quanto os seus são insignificantes. Pra ver o quanto sua vida é maravilhosa, suas escolhas são certas, e seus planos dão certo. Sim, porque você faz planos pra vida - que nem sempre dão certo, mas ainda assim você tem a chance de fazê-los. Os outros seguem, de acordo com os planos que a vida traçou para eles. O que parece ser uma simples questão de planejamento (ou a falta dele), faz de vocês universos tão distintos que acaba sendo incrível o fato de convergerem em algum dado momento.Em comum? O ano em que nasceram, a profissão que escolheram (ou que lhes foi escolhida, em alguns casos)... não muito mais que isso. O suficiente para que as conversas nas manhãs e tardes rotineiras rendessem muitos pensamentos, conclusões e aprendizados, intensos.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Os dias vão passando... passam, não voltam...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Não diga que sabe o que as pessoas estão sentindo. Ah, não... você não sabe! Não haveria como saber. Ser o telespectador por inúmeras vezes não te concebe a sabedoria dos protagonistas, nem uma só vez.

domingo, 24 de maio de 2009

Que mania que as pessoas têm, eu eihn! Fico de saco cheio.
Ouvindo Bob Dylan e sua gaitinha, e pensando em como tantas pessoas podem pensar igual, e eu diferente.
E no tanto que me enche o saco, esses oensamentos iguais.