O brasil hoje, infelizmente, é a típica socialite falida...: mal tem o que comer na geladeira, mas faz questão de dar uma festona chique com muito champanhe e foie gras pros amigos gringos bacanas. Amigos esses que comem, bebem e se divertem a noite toda! E a brasileirada lá, puxando o saco deles, perguntando se está tudo ok, se a música está muito alta ou o ar condicionado muito frio. Só que em hipótese alguma os amigos gringos bacanas são convidados a entrar na cozinha. Acho que são até proibidos... imagina só se eles entram e abrem a geladeira?
Enquanto isso, na mesma festa, grande parte da brasileirada fica lá na cozinha, nos preparativos para que nada saia errado, e pegando as migalhas que sobram do festão; porque no fundo eles sabem que aquilo ali, aquela abundância, não é o dia-a-dia deles. O dia-a-dia é a geladeira vazia. Eles reclamam - afinal não são burros - mas e daí? Ninguém dá ouvido pra reclamação deles não. Mesmo porquê, na primeira chance, na primeira festa de arromba pra gringo nenhum botar defeito, lá estão eles, empenhados pra que de fato nenhum gringo bote defeito. E o que acontece?
A bacanada toda adora a festa, se diverte até o sol nascer, mas não é burra. Espia pela fechadura, e sabe que na cozinha tem uma geladeira vazia. E aí faz o que? Faz piada. E aí? Aí a brasileirada se ofende.
Se Robin Willians tivesse dito alguma mentira, ninguém teria ligado. Afinal, quando dizem alguma mentira, não necessita um processo pra forjar uma verdade: temos fatos que contradizem uma e nos mostram a outra.
Infelizmente, o que ele disse é a pura verdade (ainda que não literal, e ainda que tenha dito de forma grosseira e infame). E haja processo pra tentar convencer (e enganar) a bacanada - e a brasileirada - de que aqui é um país sério.
Com tanta coisa mais importante pra resolver, esse escandalozinho cai bem para os políticos e autoridades: mais uma vez, eles tiram o deles da reta e posam de heróis nacionalistas.
Chega né? É hora de fazer a nossa festa. Acender as luzes, limpar o salão, e fazer uma festa de verdade, onde os convidados sejam o nosso povo, do nosso país. Uma festa pra brasileiro nenhum botar defeito, onde a geladeira possa ser aberta sem problemas, pois estará sempre cheia.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Na cozinha.
Com a faca e o queijo na mão.
E se a faca não estiver bem afiada? Ou o queijo não tiver o sabor esperado...
"Não tem problema, não precisa comer o queijo de uma vez só", dizem.
Mas a faca deve estar afiada o suficiente, para ao menos começar a cortar.
O queijo parece grande, complexo, daqueles queijos mais refinados, brie, camembert. Nada daquele prato ou mussarela, diariamente fatiados na padaria.
A faca não é nenhuma prataria, creio eu, mas também está longe de ser uma daquelas facas cegas, sem corte.
Corta um pedacinho, se gostar, gostou. Se não, cospe e guarda o queijo.
E se nem cortar? Se nem cortar... amola a faca por mais um tempo, e tenta de novo!
E se a faca não estiver bem afiada? Ou o queijo não tiver o sabor esperado...
"Não tem problema, não precisa comer o queijo de uma vez só", dizem.
Mas a faca deve estar afiada o suficiente, para ao menos começar a cortar.
O queijo parece grande, complexo, daqueles queijos mais refinados, brie, camembert. Nada daquele prato ou mussarela, diariamente fatiados na padaria.
A faca não é nenhuma prataria, creio eu, mas também está longe de ser uma daquelas facas cegas, sem corte.
Corta um pedacinho, se gostar, gostou. Se não, cospe e guarda o queijo.
E se nem cortar? Se nem cortar... amola a faca por mais um tempo, e tenta de novo!
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
E basta ouvir os problemas dos outros - esses sim, problemas de verdade - para ver o quanto os seus são insignificantes. Pra ver o quanto sua vida é maravilhosa, suas escolhas são certas, e seus planos dão certo. Sim, porque você faz planos pra vida - que nem sempre dão certo, mas ainda assim você tem a chance de fazê-los. Os outros seguem, de acordo com os planos que a vida traçou para eles. O que parece ser uma simples questão de planejamento (ou a falta dele), faz de vocês universos tão distintos que acaba sendo incrível o fato de convergerem em algum dado momento.Em comum? O ano em que nasceram, a profissão que escolheram (ou que lhes foi escolhida, em alguns casos)... não muito mais que isso. O suficiente para que as conversas nas manhãs e tardes rotineiras rendessem muitos pensamentos, conclusões e aprendizados, intensos.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
Fragilidade.
"Deus sabe o que faz".
"Deus escreve certo por linhas tortas".
Os que creem em Deus que me desculpem, mas se ele existisse mesmo, algumas coisas não aconteceriam. E caso ele exista, não sabe o que faz, e não escreve nada certo. Então parem, parem com esses consolos baratos, conformistas.
Somos tão frágeis, e não há quem nos proteja, senão nós mesmos e nossos próximos. Somos seres humanos. E é terrível como somos frágeis...
"Deus escreve certo por linhas tortas".
Os que creem em Deus que me desculpem, mas se ele existisse mesmo, algumas coisas não aconteceriam. E caso ele exista, não sabe o que faz, e não escreve nada certo. Então parem, parem com esses consolos baratos, conformistas.
Somos tão frágeis, e não há quem nos proteja, senão nós mesmos e nossos próximos. Somos seres humanos. E é terrível como somos frágeis...
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Florais.
Ah, esses florais ainda me deixam maluca. É cada sonho doido... e não contentes em serem doidos, eles se confundem com a realidade, quando eu acordo.
Já sonhei em inglês e espanhol. Já sonhei que cortava meu próprio cabelo, e minha franja ficava espetada de tão curta. Já sonhei com um clube inundado. Já sonhei com gêmeos. Já sonhei com pessoas que viravam outras pessoas. Já sonhei comigo mesma virando outra pessoa. Já consegui sonhar tudo isso numa noite só. Já sonhei que tava sonhando. Já sonhei que o computador esquentava meu quarto e pegava fogo. E são sonhos cada vez mais malucos e reais. E todos os dias.
Já sonhei em inglês e espanhol. Já sonhei que cortava meu próprio cabelo, e minha franja ficava espetada de tão curta. Já sonhei com um clube inundado. Já sonhei com gêmeos. Já sonhei com pessoas que viravam outras pessoas. Já sonhei comigo mesma virando outra pessoa. Já consegui sonhar tudo isso numa noite só. Já sonhei que tava sonhando. Já sonhei que o computador esquentava meu quarto e pegava fogo. E são sonhos cada vez mais malucos e reais. E todos os dias.
domingo, 3 de maio de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Hora do planeta.
Ok, eu estou alguns dias atrasadas pra falar sobre isso, eu sei!
A hora do planeta aconteceu, e eu apaguei minhas luzes! E divulguei o máximo possível para que as pessoas também o fizessem!
Logo que passou, entrei na comunidade para ver como estava repercutindo. Havia várias pessoas postando fotos, textos, enfim, divulgando suas opiniões e pensamento acerca do assunto. Como em toda e qualquer discussão, existem so que são à favor, contra, e os que só querem "causar". E naturalmente esses que só querem "causar" estavam lá, "causando". Questionando se as pessoas realmente acreditavam nessa tal hora do planeta, se achavam que isso ia salvar o mundo, e se após isso continuariam com suas vidas consumistas e cheias de desperdício. Eu não me dou ao direito e nem posso falar pelos outros, mas digo por mim.
Eu acreditei na Hora do Planeta, assim como acredito em alguns outros ativismos e movimentos, porque ainda acredito nas pessoas. Não acho que uma atitude como essa vá realmente salvar o planeta, mas devo admitir que sou seguidora do clichê que diz que cada um deve fazer a sua parte. Fico imensamente triste quando ouço alguém dizer frases do tipo "o que vai adiantar eu fazer isso? um a mais, um a menos..."!
O ato de apagar a luz, em si, não significou muita coisa: foi apenas um momento para as pessoas refletirem e, quem sabe, quando virem o quanto é possível economizar em energia agindo em conjunto, talvez comecem a acreditar que cada um precisa fazer a sua parte, e entendam que sozinho não se faz nada, mas juntos se faz muita coisa. E eu espero que isso tenha acontecido! Apaguei a luz na hora do planeta, assim como apago sempre que não preciso mais dela.Me orgulho de dizer que faço minha parte todos os dias, e tento fazer mais, cada dia mais.
A hora do planeta aconteceu, e eu apaguei minhas luzes! E divulguei o máximo possível para que as pessoas também o fizessem!
Logo que passou, entrei na comunidade para ver como estava repercutindo. Havia várias pessoas postando fotos, textos, enfim, divulgando suas opiniões e pensamento acerca do assunto. Como em toda e qualquer discussão, existem so que são à favor, contra, e os que só querem "causar". E naturalmente esses que só querem "causar" estavam lá, "causando". Questionando se as pessoas realmente acreditavam nessa tal hora do planeta, se achavam que isso ia salvar o mundo, e se após isso continuariam com suas vidas consumistas e cheias de desperdício. Eu não me dou ao direito e nem posso falar pelos outros, mas digo por mim.
Eu acreditei na Hora do Planeta, assim como acredito em alguns outros ativismos e movimentos, porque ainda acredito nas pessoas. Não acho que uma atitude como essa vá realmente salvar o planeta, mas devo admitir que sou seguidora do clichê que diz que cada um deve fazer a sua parte. Fico imensamente triste quando ouço alguém dizer frases do tipo "o que vai adiantar eu fazer isso? um a mais, um a menos..."!
O ato de apagar a luz, em si, não significou muita coisa: foi apenas um momento para as pessoas refletirem e, quem sabe, quando virem o quanto é possível economizar em energia agindo em conjunto, talvez comecem a acreditar que cada um precisa fazer a sua parte, e entendam que sozinho não se faz nada, mas juntos se faz muita coisa. E eu espero que isso tenha acontecido! Apaguei a luz na hora do planeta, assim como apago sempre que não preciso mais dela.Me orgulho de dizer que faço minha parte todos os dias, e tento fazer mais, cada dia mais.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Começando a semana.
Desde que me cadastrei em um daqueles portais de empregos, onde encaminham seu currículo e coisa e tal, tornei-me uma viciada na checagem de e-mail. Sinto que a qualquer momento pode aparecer minha grande oportunidade. Claro que já cheguei à conclusão de que isto não é verdade, pois já faz 2 meses que meu currículo está lá, passeando, e nada de retornos. Enfim, o ponto principal é que, checando e-mails de hora em hora, é natural que sempre existam e-mails novos, ainda que spams. E no meio de tantos spams, propagandas de cosméticos, simpatias de amor, piadas sobre o Lula e afins, eis algo de interessante: Sete Doses. 7 colunistas, cada qual com seu dia, alguns colaboradores, muitas opiniões, liberdade de expressão e, principalmente, etc. Queria muito fazer propaganda, porque gostei bastante. Claro que isto aqui não é exatamente uma propaganda, afinal, talvez (e muito provavelmente) eu seja a única leitora. E isso me faz pensar que aqui poderia ser chamado "queridodiario.blogspot.com", mas enfim.
Uma das postagens me fez pensar (propositalmente) em algo que gosto muito, e qual a primeira imagem que me recordo à respeito disso.
Ler, e me vêm à cabeça 3 capas de livros: Chapeuzinho Amarelo, do Chico Buarque. Flicts, do Ziraldo. E Arvorella - A Árvore das 4 Estações, autor não lembrado.
E já faz tempo, eihn. E eu lembro exatamente. E claro que fui procurá-los aqui em casa!
Ótimo, pra uma segunda...
Uma das postagens me fez pensar (propositalmente) em algo que gosto muito, e qual a primeira imagem que me recordo à respeito disso.
Ler, e me vêm à cabeça 3 capas de livros: Chapeuzinho Amarelo, do Chico Buarque. Flicts, do Ziraldo. E Arvorella - A Árvore das 4 Estações, autor não lembrado.
E já faz tempo, eihn. E eu lembro exatamente. E claro que fui procurá-los aqui em casa!
Ótimo, pra uma segunda...
segunda-feira, 2 de março de 2009
Esperar e passar.
Quando o sono vier, deitar e pronto: dormir. Aaaaah se todos os dias fossem assm. Uma, duas, três. Celular, computador, revista. Nada. Pensar... chega logo dia 5, chega logo dia 13, chega logo julho. Cheguem e passem, como todos os outros dias... esperar e passar. Quantos dias eu já esperei, e quantos dias já passaram. Quantos encontros, viagens, pseudo-viagens, acontecimentos. Passaram. quantos dias normais esperados, que tambem passaram. Passaram, mas foram esperados!
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