quarta-feira, 2 de abril de 2008

Genética e as coisas que fazemos bem.

Genética é uma coisa engraçada, né.
Eu não sei se essas coisas de personalidade têm a ver com genética, mas acho que um pouco tem sim.
Depois de alguns anos a diferença de idade diminui, todos sabem disso, e você passa a se identificar com alguém que um dia pareceu tão mais velho... e essa pessoase enxerga mais nova em você, que um dia foi tão criança... E por mais que sejam diferentes, muitas de suas atitudes são tão similares! Muito da forma de lidar com as coisas, muito da visão sobre o mundo, e da opinião sobre diversas coisas, e coisas das mais diversas.
E no meio disso tudo, um detalhe específico: a habilidade de preencher o tempo com coisas pra pensar. Já Dizia a minha, a sua e todas as outras mães, "cabeça vazia, casa do diabo". Não sei se é exatamente esse o ditado, mas é mais ou menos nesse sentido.
Por esses dias eu estava pensando em coisas que eu sei (ou não) fazer bem. E não vem ao caso explicar o porque de eu estar pensando nisso. O fato é que eu estava, e entre esses pensamentos, encontrei algo que eu faço extremamente bem, que é ocupar meu tempo e minha cabeça com coisas úteis (ou não), para que meus pensamentos não se percam em devaneios por aí. Fiquei feliz, afinal, sempre soube que algum talento eu deveria ter! Certo, essa parte é brincadeira. Mas é interessante essa "habilidade", e bastante perceptível também. Claro que quem faz muitas coisas ao mesmo tempo, não faz nenhuma delas da maneira correta (aliás, existe um estudo que diz que mulheres são mais aptas para desenvolver atividades simultâneas do que os homens - isso é muito óbvio). Mas algumas coisas não são necessariamente muitas coisas, e existe também uma outra verdade: quanto menos coisas você faz, menos você quer fazer, e assim por diante. E convenhamos, ficar "à toa" durante muito tempo, cansa.
Sejam cursos, aulas, livros, filmes, novas aulas, novos cursos, enfim, nada disso é em vão, afinal tudo é, de uma certa forma, conhecimento... e conhecimentos, todos sabemos, nunca é demais!
E a curioso disso tudo, é não ser a única em uma mesma linha genética a ser assim. A genética é mesmo engraçada...

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